Você sabe qual a relação entre o consumo de álcool e as doenças mentais?

As doenças mentais afetam mais de 450 milhões de pessoas e segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), estão ligadas às mudanças no pensamento, emoção ou comportamento, além de serem correlacionadas a angústia e/ou problemas de desempenho em atividades sociais, de trabalho ou familiares, sendo diagnosticadas por psiquiatras.

Álcool como agravante da ansiedade

Durante o período de isolamento social, em decorrência à pandemia de Covid 19, percebe-se um aumento significativo do consumo de bebidas alcoólicas.

O transtorno de ansiedade é uma das condições psiquiátricas mais prevalentes na população mundial. Neste sentido, a ocorrência do uso do álcool para lidar com esse problema pode acabar agravando a situação. Isso ocorre, uma vez que o consumo regular de bebidas alcoólicas altera a química do cérebro e diminui os níveis de serotonina (hormônio que dá a sensação de conforto, prazer e bem estar). A vista disso, inicia-se um ciclo vicioso, em que o indivíduo bebe para aliviar a ansiedade, o que faz com que os níveis de serotonina no cérebro sejam reduzidos, de modo que isso leva a uma sensação ainda maior de ansiedade necessitando de mais álcool.

O prazer e a euforia transformam-se em um mar de sentimentos negativos

O álcool atua sobre diferentes neurotransmissores do Sistema Nervoso Central. No início, os sentimentos que foram buscados pelos indivíduos são de animação e relaxamento, mas com o consumo excessivo e a diminuição de serotonina há uma grande chance de ocorrer uma alteração de humor, intensificando sentimentos negativos e lembranças traumáticas tanto do passado, quanto do presente. Assim, o consumo, mesmo que em pequenas doses, de bebidas alcoólicas por pessoas que têm doenças mentais pode acarretar em consequências mais graves que as vislumbradas em pessoas saudáveis.

Álcool e sintomas depressivos

O álcool é classificado como um depressor psicotrópico, ou seja, é uma substância que atua no sistema nervoso central diminuindo a eficácia de hormônios como a serotonina e endorfina (hormônios do bem estar).

O uso contínuo do álcool passa a impressão de alívio da ansiedade e da depressão no momento da ingestão, porém, durante essa prática são desconsiderados os efeitos crônicos que aumentam esses sintomas.

Redação Plansaúde

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